quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Site com obras de 1.100 a 1.850 d.C.

http://www.wga.hu/index1.html










Nossa Agenda

A ARTE BARROCA NO BRASIL

A ARTE BARROCA NO BRASIL

O Barroco brasileiro desenvolveu-se do século XVIII ao início do século XIX, época em que na Europa esse estilo já havia sido abandonado.

UM SÓ BRASIL, “VÁRIOS” BARROCOS

O Barroco brasileiro varia de uma região para outra. Nas regiões que enriqueceram com a mineração e o comércio de açúcar – Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia e Pernambuco -, encontramos igrejas com talhas douradas e esculturas refinadas, feitas por artistas de renome. Já nas regiões onde não havia cana de açúcar nem o ouro – como São Paulo -, as igrejas apresentam trabalhos modestos de artistas menos experientes.

O BARROCO DE PERNAMBUCO

A partir de 1759 Recife teve grande crescimento econômico. Entre as construções barrocas mais bem cuidadas está a igreja São Pedro dos Clérigos.

O BARROCO DA PRIMEIRA CAPITAL DO PAÍS

Na segunda metade do século XVII, Salvador era o centro econômico da região mais rica do Brasil e também o capital do país. Aí encontramos igrejas riquíssimas, como a de São Francisco.


O BARROCO DO RIO DE JANEIRO

O Rio de Janeiro só viria a ter destaque econômico e cultural com o início da extração do ouro de Minas Gerais, no século XVIII. Com seu porto, a cidade passou a centro de intercâmbio entre a região da mineração e Portugal. Em 1763, tornou-se a nova capital do país. A partir daí, forma erguidas muitas construções como o Arcos da Lapa e a Igreja da Ordem Terceira de São Francisco da Penitência.
A escultura barroca do Rio de Janeiro contou com artistas portugueses e com um brasileiro em especial: Mestre Valentim (1750-1813), tão respeitado quanto Antônio Francisco Lisboa, nosso artista barroco mais conhecido e admirado. Mestre Valentim foi também paisagista, mas suas obras mais bem preservadas são as que fez para igrejas, como a da Terceira Ordem do Carmo, a de São Francisco de Paula e a de Santa Cruz dos Militares.

O BARROCO DE UMA REGIÃO POBRE: SÃO PAULO

Fundada no século XVI, a cidade de São Paulo e seus arredores não tiveram o mesmo desenvolvimento que outras regiões no período colonial. No século XVII, os paulistas organizaram as bandeiras e seguiram para Minas Gerais, lançando-se às atividades de mineração. Enquanto isso, São Paulo permaneceu estagnada por todo o século XVIII, e as ordens religiosas apenas ergueram modestas igrejas barrocas.
Hoje há poucas construções barrocas na cidade de São Paulo. Delas, destaca-se o conjunto formado pela igreja e pelo convento de Nossa Senhora da Luz.
As esculturas do Barroco paulista são muito simples: em razão da pobreza da cidade, nenhum artista de renome ia para lá. Por isso, as imagens são em geral, rústicas, primitivas, feitas de barro cozido.

O BARROCO MINEIRO: TEM INÍCIO UMA ARQUITETURA BRASILEIRA

Foram os bandeirantes paulistas que desbravaram as terras mineiras, começaram a explorar ouro e pedras preciosas e fundaram os primeiros arraiais da região de Minas Gerais. Um desses bandeirantes foi Antônio Dias, que em 1698 chegou a Vila Rica, hoje Ouro Preto. Desde essa época, vilarejos como Mariana, Sabará, Congonhas do Campo, São João Del Rei, Caeté e Catas Altas começaram a desenvolver e a construir seus primeiros edifícios importantes.

A ARTE BARROCA EM OURO PRETO

A evolução da arquitetura mineira não foi rápida. Primeiro tentou-se utilizar a técnica construtiva paulista da taipa de pilão. O terreno mineiro, porém, é duro e pedregoso, pobre em pedras argilosas. Mais tarde tentaram-se outros processos até chegar às construções com muros de pedra.
Com o tempo, as diversas técnicas de construção foram combinadas harmoniosamente com a rica decoração interior. Essa integração teve seu auge em Minas Gerais, com Antonio Francisco Lisboa (1730-1814).
Na pintura do Barroco mineiro destaca-se Manuel da Costa Ataíde. Sua pintura nos forros de igrejas revela excepcional domínio da perspectiva. Mas seu talento também pode ser visto nas telas e nos painéis para as sacristias e as paredes laterais. Ataíde fez pinturas para a igreja de Santo Antonio, em Santa Bárbara, e para a igreja de Nossa Senhora do Rosário, em Mariana, além da igreja de São Francisco, em Outro Preto.

ANTÔNIO FRANCISCO LISBOA (O ALEIJADINHO): O PRINCIPAL ESCULTOR DO BARROCO DO BRASIL.

Além de arquiteto e decorador de igrejas, Antônio Francisco Lisboa foi escultor. Existem inúmeras obras suas em museus e igrejas, principalmente de Ouro Preto. Mas é a cidade de Congonhas do Campo que abriga seu mais importante conjunto escultórico.
Na ladeira à frente da igreja forma construídas seis capelas, três de cada lado. Em cada uma delas, um conjunto de estátuas de madeira em tamanho natural narra um passo da paixão de Cristo.
Há ainda inúmeras obras de artistas anônimos espalhadas pelas diversas regiões do país. Isso confirma a importância do Barroco em nossa história como um marco do início de uma arte que procura afirmar seu próprio valor.

Referências Bibliográficas
PROENÇA, Graça. Descobrindo a História da Arte. 1.ed., São Paulo: Ática, 2008. p.112 a 122.


Sugestões:
BARROCO NO BRASIL: http://pt.wikipedia.org/wiki/Barroco_no_Brasil

SÃO PEDRO DOS CLÉRIGOS:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Concatedral_de_S%C3%A3o_Pedro_dos_Cl%C3%A9rigos

IGREJA DE SÃO FRANCISCO:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Igreja_e_Convento_de_S%C3%A3o_Francisco_%28Salvador%29

IGREJA DA ORDEM TERCEIRA DE SÃO FRANCISCO DA PENITÊNCIA:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Igreja_da_Ordem_Terceira_de_S%C3%A3o_Francisco_da_Penit%C3%AAncia

MESTRE VALENTIM
http://pt.wikipedia.org/wiki/Valentim_da_Fonseca_e_Silva

IGREJA TERCEIRA ORDEM DO CARMO:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Igreja_da_Ordem_Terceira_do_Carmo_%28Rio_de_Janeiro%29

IGREJA DE SÃO FRANCISO DE PAULA:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Igreja_S%C3%A3o_Francisco_de_Paula

IGREJA DE SANTA CRUZ DOS MILITARES
http://pt.wikipedia.org/wiki/Igreja_de_Santa_Cruz_dos_Militares

CIDADE DE OURO PRETO
(Considerar apenas as fotos)
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ouro_Preto

CIDADE DE MARIANA: http://pt.wikipedia.org/wiki/Mariana
SABARÁ: http://pt.wikipedia.org/wiki/Sabar%C3%A1

CONGONHAS DO CAMPO: http://pt.wikipedia.org/wiki/Congonhas

SÃO JOÃO DEL REI:
http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A3o_Jo%C3%A3o_del-Rei

CAETÉ: http://pt.wikipedia.org/wiki/Caet%C3%A9

CATAS ALTAS (Utilizar as fotos): http://pt.wikipedia.org/wiki/Catas_Altas

IGREJA DE SÃO FRANCISCO – OURO PRETO: http://pt.wikipedia.org/wiki/Igreja_S%C3%A3o_Francisco_de_Assis_%28Ouro_Preto%29

ANTÔNIO FRANCISCO LISBOA: http://pt.wikipedia.org/wiki/Aleijadinho

ARTE INDÍGENA BRASILEIRA


ARTE INDÍGENA BRASILEIRA


A ARTE INDÍGENA ANTERIOR A CABRAL

Segundo a Fundação Nacional do Índio – FUNAI -, quando os portugueses chegaram ao Brasil, havia aqui de 1 milhão a 10 milhões de indígenas. Hoje restam cerca de 345 mil, distribuídos por reservas em todo o país. Além da redução numérica, impressiona e assusta a destruição de culturas que criaram, ao longo dos séculos os seus objetos de sua cultura.


UMA ARTE INTEGRADA À CULTURA

Quando dizemos que um objeto indígena tem qualidades artísticas, o fazemos do nosso ponto de vista, e não do ponto de vista do indígena. Para ele, os mais simples objetos usados no dia-a-dia – redes, potes, cestos, etc. – devem ser feitos com muito capricho e perfeição. Desse modo, os objetos são belos porque são bem-feitos, e não por serem obras artísticas.
Nas sociedades indígenas a preocupação com a beleza aparece nos acessórios – colares, tangas, cocares -, nas máscaras e objetos rituais e nas pinturas corporais.
Outro aspecto importante da arte indígena é que ela representa mais as tradições da comunidade que as preferências do artista. Assim, o estilo da pintura corporal, do traçado e da cerâmica varia muito de um grupo para outro, como se fosse a “marca” de cada comunidade.


A FASE MARAJOARA E A CULTURA DE SANTARÉM

No período pré-cabralino dois conjuntos de produção artística se destacam: a fase marajoara e a cultura Santarém.
A fase marajoara é a quarta das cinco fases que se dividiu a produção cultural dos povos da ilha de Marajó, a nordeste do atual estado do Pará. Essa produção destaca-se, sobretudo pela cerâmica: vasos domésticos, simples; e vasos cerimoniais e funerários, com decoração mais elaborada. Despertam interesse também as estatuetas com representações humanas. A cultura dessa fase sofreu um lento e constante declínio, até desaparecer completamente por volta de 1350, talvez absorvida por outros povos que chegaram à ilha.
A cultura Santarém corresponde aos vestígios culturais encontrados na região próxima à junção dos rios Tapajós e Amazonas, no estado do Pará. Seus vasos de cerâmica são ricamente decorados com pinturas, desenhos e relevos com figuras humanas ou de animais. A arte santarena produziu também objetos e estatuetas de formas variadas. Essa cultura prosseguiu até a chegada dos colonizadores, mas, por volta do século XVII, desapareceu.


A ARTE INDÍGENA MAIS RECENTE


Entre as atividades das comunidades indígenas atuais estão a cerâmica, a tecelagem e o traçado de cestos e balaios. De modo geral, essas comunidades contam com uma ampla variedade de matérias-primas: madeira, cortiça, fibras, palmas, palha, cipó, sementes, coco, resinas, couro, ossos, dentes, conchas, garras e plumas das mais variadas aves.
Na arte indígena despertam interesse também a arte plumária, as máscaras e a pintura corporal. A arte plumária é muito especial: não está ligada a uma finalidade, mas apenas à busca da beleza. Apresenta dois estilos mais importantes: peças maiores, como diademas; e peças mais delicadas, sobre faixas de tecido de algodão, como colares e braceletes.
A pintura corporal é usada para transmitir ao corpo a alegria contida nas cores vivas e intensas, por isso a escolha dessas cores importantes. As mais usadas são o vermelho vivo do urucum, o negro esverdeado da tintura do suco de jenipapo e o branco da tabatinga.
Para os índios, as máscaras são artefatos produzidos por homens comuns. Ao mesmo tempo, porém, tornam-se a figura viva do ser sobrenatural que representam. Podem ser feitas de troncos de árvore, palha de buriti e cabaças.


Referências Bibliográficas
PROENÇA, Graça. Descobrindo a História da Arte. 1.ed., São Paulo: Ática, 2008. p.88 a 94.

Sugestões:

ARTE INDÍGENA BRASILEIRA: http://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_da_arte_no_Brasil
FASE MARAJOARA E SANTARÉM: http://www.arteducacao.pro.br/hist_da_arte/hist_da_arte_prebrasil.htm

A ARTE BARROCA NA EUROPA

A ARTE BARROCA NA EUROPA

A arte barroca desenvolveu-se no século XVII, período de grandes mudanças na Europa da Idade Moderna. Para melhor entender os acontecimentos daquele século, precisamos buscar suas origens em fatos do XVI, dos quais um dos mais importantes foi a Reforma Protestante, que se iniciou na Alemanha e expandiu-se por muitos outros países.
Nesse período do século XVI a pintura, a arquitetura e a escultura já manifestam um novo estilo, como podemos observar na obra de Michelangelo, O Juízo Final.

ORIGENS E CARACTERÍSTICAS GERAIS DO BARROCO

A arte barroca originou-se na Itália, logo se espalhou por outros países da Europa e chegou à America. Porém, apresentou características bastante diferentes nos vários países. O Barroco italiano do inicio do século XVII, por exemplo, difere muito do Barroco holandês da mesma época. Ainda assim, há aspectos comuns às obras desse período: o predomínio da emoção, e não da razão, que prevaleceu no Renascimento; o acentuado contraste entre tons claros e escuros, que intensifica a expressão dos sentimentos. Os temas são variados: religiosos, mitológicos e na forma de retratos.

A PINTURA

Os pintores italianos Caravaggio, Tintoretto e Andrea Pozzo estão entre os mais representativos do Barroco.

CARAVAGGIO: BELEZA ALÉM DA ARISTOCRACIA

Caravaggio (1573-1610) não se interessava pela beleza clássica – a dos deuses da mitologia grega ou dos membros da aristocracia -, que tanto encantou os artistas do Renascimento. Para ele, não havia ligação entre beleza e aristocracia, e seus modelos eram vendedores, músicos ambulantes, ciganos; enfim, gente do povo. O que melhor caracteriza sua pintura é a utilização original da luz: ela não aparece como reflexo da luz solar, mas é criada de modo intencional para direcionar a atenção do observador. Isso é fundamental em sua obra que ele é considerado importante pintor da luz, como demonstra a obra Vocação de São Mateus.

TINTORETTO: A EXPRESSIVIDADE NO CORPO

A extensa produção artística de Tintoretto (1518-1594) tem dois aspectos marcantes: o corpo mais expressivo que o rosto; a intensidade da luz e da cor. Para ele, um quadro devia ser visto inicialmente em seu conjunto e só depois percebido em seus detalhes.

ANDREA POZZO: A ABERTURA PARA O CÉU

A pintura barroca desenvolveu-se também no teto de igrejas e palácios. Embora com finalidade predominantemente decorativa, apresenta algumas obras em que a perspectiva é trabalhada de forma audaciosa. Esta técnica é observada na obra, A glória de Santo Inácio, afresco do teto da Igreja de Santo Inácio em Roma de Andrea Pozzo (1642-1709).

A ESCULTURA

Nos gestos e no rosto das figuras representadas, a escultura barroca exprime emoções: alegria, dor, sofrimento. Por vezes, um grupo de esculturas compõe uma cena dramática. As formas sugerem movimento e apresentam efeitos decorativos. Predominam linhas curvas, drapeados das vestes e tons dourados. Entre os artistas do Barroco italiano Bernini (1598-1680) foi, sem dúvida, o mais importante e completo: foi arquiteto, urbanista, escultor, decorador e pintor.

A ARQUITETURA

Como a Igreja Católica queria proclamar a importância da fé, criou obras que impressionam pelo esplendor. A arquitetura expressou, ainda, o desejo dos governantes de demonstrar poder por meio de seus palácios. Assim, os arquitetos do Barroco deixam de lado a simplicidade e a racionalidade do Renascimento e investem na grandiosidade das igrejas e dos palácios e nos efeitos decorativos. Nessa época firmou-se também a idéia de que o espaço em torno da obra arquitetônica era importante para a beleza da construção com os projetos de praças das igrejas como a da basílica de São Pedro, no Vaticano.
Também nesse período criaram-se projetos paisagísticos de grandes jardins de palácios, como os de Versalhes, na França.

O BARROCO NA ESPANHA

Do século XVII até a primeira metade do século XIII o Barroco expandiu-se da Itália para toda a Europa e ganhou, em cada país, características próprias, como é o caso da Espanha e dos Países Baixos, que veremos adiante.
Um traço original do Barroco espanhol encontra-se na arquitetura, principalmente nas portadas dos edifícios civis e religiosos, decoradas em relevo. A pintura espanhola foi muito influenciada pelo Barroco italiano, principalmente no uso expressivo de luz e sombra, mas conservou preocupações próprias: o realismo e o domínio da técnica. Entre os pintores mas representativos estão El Greco e Velázquez.

EL GRECO: AS FORMAS ALONGADAS

El Greco (1541-1614) nasceu na ilha de Creta, Grécia, e mais tarde foi para Roma. Após breve período em Madri, partiu para Toledo na Espanha, onde se instalou definitivamente. Seu nome verdadeiro era Domenikos Theotokopoulos, mas seu apelido – El Greco – reuniu as três culturas que o influenciaram: o artigo “El” do espanhol, o substantivo “Greco” do italiano, o qual indicava sua origem. Sua pintura é marcada pela verticalidade: figuras esguias e alongadas que deixam de lado o ideal de beleza do Renascimento italiano, em que o corpo humano é representado com formas perfeitas.

VELÁZQUEZ: RETRATOS DA CORTE ESPANHOLA

Velázquez (1599-1660), assim como Caravaggio, trabalhou a luz em contraste com a sombra. Tornou-se famoso por retratar a corte espanhola do século XVII. Entre esses retratos está As meninas, uma de suas obras mais importantes.

O BARROCO NOS PAÍSES BAIXOS

Nos Países Baixos o Barroco desenvolveu-se em duas grandes direções, sobretudo na pintura. Na Bélgica manteve as linhas movimentadas e a forte expressão emocional. Já na Holanda ganhou aspectos mais próximos do espírito prático e austero do povo holandês; daí a pintura de cenas da vida doméstica e social trabalhadas com minucioso realismo.

REMBRANDT: A GRADUAÇÃO DA CLARIDADE

A pintura de Rembrandt (1606-1669) revela um pintor que trabalho com precisão os efeitos da luz. O que dirige nossa atenção não é propriamente o contraste entre luz e sombra, mas os diversos graus de claridade, os meios-tons, as penumbras que envolvem áreas de luminosidade mais intensa. É isso, por exemplo, o que se vê no quadro A lição de anatomia do douto Tulp.

VERMEER: A DELICADEZA DA VIDA COMUM

Diferentemente de Rembrandt, Vermeer (1632-1675) trabalha os tons em plena claridade. Seus temas são sempre os da vida das pessoas comuns da Holanda seiscentista. Seus quadros documentam com dedicada beleza os momentos simples da vida cotidiana.

Referências Bibliográficas
PROENÇA, Graça. Descobrindo a História da Arte. 1.ed., São Paulo: Ática, 2008. p.98 a 108.

Sugestões:

Barroco: http://www.historiadaarte.com.br/barroco.html;
http://pt.wikipedia.org/wiki/Barroco

Arquitetura Barroca: http://pt.wikipedia.org/wiki/Arquitetura_barroca

CARAVAGGIO: http://pt.wikipedia.org/wiki/Caravaggio
Obras: http://www.wga.hu/index1.html

TINTORETTO: http://pt.wikipedia.org/wiki/Tintoretto
Obras: http://www.wga.hu/index1.html

ANDREA POZZO: http://pt.wikipedia.org/wiki/Andrea_Pozzo
Obras: http://www.wga.hu/index1.html

BERNINI: http://pt.wikipedia.org/wiki/Bernini
Obras: http://www.wga.hu/index1.html

PALÁCIO DE VERSALHES: http://pt.wikipedia.org/wiki/Pal%C3%A1cio_de_Versalhes


BASÍLICA DE SÃO PEDRO: http://pt.wikipedia.org/wiki/Bas%C3%ADlica_de_S%C3%A3o_Pedro

EL GRECO: http://pt.wikipedia.org/wiki/El_Greco
Obras: http://www.wga.hu/index1.html

VELÁZQUEZ: http://pt.wikipedia.org/wiki/Diego_Vel%C3%A1zquez
Obras: http://www.wga.hu/index1.html (VELÁZQUEZ, Diego Rodriguez de Silva y)

REMBRANDT: http://pt.wikipedia.org/wiki/Rembrandt
Obras: http://www.wga.hu/index1.html

VERMEER: http://pt.wikipedia.org/wiki/Johannes_Vermeer
Obras: http://www.wga.hu/index1.html

O RENASCIMENTO II

O RENASCIMENTO II

2. O Renascimento na Alemanha e nos Países Baixos.

Com o tempo, as idéias dos artistas italianos que valorizavam a cultura greco-romana começaram a se expandir. Artista como Dürer, na Alemanha, e Holbein, Bosch e Bruegel, nos Países Baixos, renovaram a pintura de seus países inspirados pela pintura italiana renascentista.


DÜRER: A ARTE E A REALIDADE

Albrecht Dürer (1471-1528) foi um dos primeiros artistas alemães a representar o corpo humano com uma beleza ideal, como imaginaram os artistas clássicos gregos e romanos. Como se dedicou à geometria e à perspectiva, valorizou também a observação da natureza e a reproduziu fielmente em muitos de seus trabalhos.
Dürer foi famoso também como hábil gravador – artista que produz gravuras usando matriz a madeira ou o metal.


HANS HOLBEIN: A DIGNIDADE HUMANA

Hans Holbein (1498-1543) ficou conhecido como retratista de personalidades políticas, financeiras e intelectuais da Inglaterra e dos Países Baixos. Seus retratos destacam-se pelo realismo e pela aparência de tranqüilidade das pessoas retratadas. Ele procurou também dominar a técnica da pintura para expressar um dos ideais renascentistas de beleza: a dignidade do ser humano.

BOSCH: A FORÇA DA IMAGINAÇÃO

Hieronymus Bosch (1450-1516) criou uma obra inconfundível, rica em símbolos da astrologia, da alquimia e da magia do final da Idade Média. Nem todos os elementos presentes em suas telas, porém, podem ser decifrados, pois muitas vezes ele combina aspectos de diversos seres – animais ou vegetais – e cria estranhas formas sem motivo aparente. O que pretendia ele? Alguns estudiosos vêem em sua obra a representação do conflito que inquietava o espírito humano no final da Idade Média: de um lado, o sentimento do pecado ligado aos prazeres materiais; do outro, a busca de virtudes na vida ligada à espiritualidade. Além disso, muitas crenças religiosas espalharam-se pela Europa entre as pessoas mais simples e fortaleceram superstições, talvez representadas na pintura de Bosch.


BRUEGEL: UM RETRATO DAS ALDEIAS MEDIEVAIS

PIETER BRUEGEL, o Velho (1525-1569), viveu nas grandes cidades da região de Flandres, já sob a influência dos ideais renascentistas, mas retratou a realidade das pequenas aldeias que ainda conservavam a cultura medieval. É o caso, por exemplo, da pintura Jogos Infantis.

Referências Bibliográficas
PROENÇA, Graça. Descobrindo a História da Arte. 1.ed., São Paulo: Ática, 2008. p.76 a 80.

Sugestões:


ALBRECHT DÜRER: http://pt.wikipedia.org/wiki/Albrecht_D%C3%BCrer
Obras: http://www.wga.hu/index1.html

HANS HOLBEIN: http://pt.wikipedia.org/wiki/Hans_Holbein,_o_Jovem
Obras: http://www.wga.hu/index1.html

HIERONYMUS BOSCH: http://pt.wikipedia.org/wiki/Hieronymus_Bosch
Obras: http://www.wga.hu/index1.html

PIETER BRUEGEL: http://pt.wikipedia.org/wiki/Pieter_Bruegel_o_velho
Obras: http://www.wga.hu/index1.html

O RENASCIMENTO I

O RENASCIMENTO I

1. O Renascimento na Itália

Chamou de Renascimento o movimento cultural desenvolvido na Europa entre 1300 e 1650. Tal nome sugere um súbito reviver dos ideais greco-romanos, o que não é de todo correto: mesmo no período medieval o interesse pela cultura clássica não desapareceu. Exemplo disso é Dante Alighieri (1265-1321), poeta italiano que manifestou entusiasmo pelos clássicos. Também nas escolas das catedrais e dos mosteiros, autores latinos e filósofos gregos eram muito estudados.

A ARQUITETURA

No período românico construíram-se templos fechados. A arquitetura gótica buscou a verticalidade. Já o arquiteto do Renascimento buscou espaços em que as partes do edifício parecessem proporcionais entre si. Procurou ainda uma ordem que superasse a busco do infinito das catedrais góticas.
Um dos primeiros arquitetos a expressar esses ideais foi Filippo Brunelleschi (1377-1446). Exemplo de artista completo, foi pintor, escultor e arquiteto, além de dominar conhecimento de matemática e geometria. Destacou-se como construtor e teve participação decisiva na construção da catedral de Florença – igreja de Santa Maria Del Fiore. A construção dessa catedral iniciou em 1296; em 1369 as obras haviam terminado, mas o espaço a ser ocupado por uma cúpula continuava aberto. Em 1420, coube a Brunelleschi projetá-la.


A PINTURA

No fim da Idade Média e no Renascimento, predominava uma interpretação científica do mundo. Sobretudo na pintura, isso se traduz nos estudos de perspectiva segundo os princípios da matemática e da geometria. O uso da perspectiva conduz a outra tendência do período: o uso do claro-escuro, que consiste em pintar algumas áreas iluminadas e outras na sombra. Esse jogo de contrastes dá aos corpos uma aparência de volume. A combinação da perspectiva e do claro-escuro, por sua vez, contribui para dar maior realismo às pinturas.
Outro aspecto da arte do Renascimento, em especial a pintura, é a formação de um estilo pessoal. Mais livre em relação ao rei e a Igreja, o artista é como o vemos hoje: um criador independente, que se expressa contando apenas com sua capacidade de criação. Daí haver, no Renascimento, inúmeros artistas de prestígio, com características próprias.


PIERO DELLA FRANCESCA: A GEOMETRIA DO HUMANO

Para Piero della Francesca (1410-1492) a pintura não tem por função principal representar um acontecimento ou transmitir emoções, como alegria, tristeza, sensualidade. Sua obra apresenta, muitas vezes, uma composição geométrica combinada ao uso de área de luz e sombra.


BOTTICELLI: A LINHA QUE SUGERE RITMO

Sandro Botticelli (1445-1510) é considerado o artista que melhor transmitiu, no desenho, um ritmo suave e gracioso às figuras. Seus quadros – com temas tirados da Antiguidade grega ou da tradição cristã – buscam expressar o ideal de beleza do artista.

LEONARDO DA VINCI: CONHECIMENTO CIENTÍFICO E BELEZA ARTÍSTICA

Da Vinci (1452-1519) teve múltiplos interesses e habilidades. Aos 17 anos, em Florença, foi aprendiz de Verrocchio, escultor e pintor consagrado. Em 1492 foi para Milão, onde fez um projeto urbanístico completo para a cidade: uma rede de canais e um sistema de abastecimento de água e esgotos, ruas alinhadas, praças e jardins públicos.
Por volta de 1500 o artista passou a dedicar-se a estudos de perspectiva, óptica, proporção e anatomia. Nessa época, fez milhares de desenhos com anotações e os mais diversos estudos sobre anatomia humana, proporções de animais, movimentos, plantas de edifícios e engenhos mecânicos.
Da Vinci pintou pouco: o afresco mural Última Ceia e cerca de quinze quadros, entre os quais destacam-se Mona Lisa e A virgem e o menino. Dominou com sabedoria o jogo de luz e sombra e criou uma atmosfera que, partindo da realidade, estimula a imaginação do observador.

MICHELANGELO: A EXPRESSÃO DA DIGNIDADE HUMANA

Aos 13 anos, Michelangelo (1475-1564) foi aprendiz de Domenico Ghirlandaio, consagrado pintor de Florença. Depois freqüentou a escola de escultura mantida por Lourenço Médici, também de Florença. Entre 1508 e 1512, trabalhou na pintura do teto da Capela Sistina, no Vaticano, para o qual concebeu grande número de cenas do Antigo Testamento.

RAFAEL: A SIMPLICIDADE E A HARMONIA

Rafael Sanzio (1483-1520) é considerado o pintor renascentista que melhor desenvolveu os ideais clássicos de beleza: harmonia e regularidade de formas e cores. Tornou-se muito conhecido por pintar as figuras de Maria e Jesus e seu trabalho transformou-se em modelo para o ensino de pintura em muitas escolas mais tradicionais.


A ESCULTURA

Na escultura italiana do Renascimento destacam-se Michelangelo e Andrea Del Verrocchio. Verrocchio (1435-1488) trabalhou em ourivesaria, o que influenciou sua escultura: algumas de suas obras possuem detalhes que lembra o trabalho de um ourives – artesão que trabalha com peças de ouro. Entre elas, destaca-se Davi, escultura da personagem bíblica que venceu o gigante Golias, poderosos soldado de um exército inimigo do povo de Israel. Quando a observamos, inevitavelmente a comparamos ao Davi de Michelangelo, pois as duas figuras são extremamente diversas entre si.
Na escultura, a criatividade de Michelangelo manifestou-se ainda em outros trabalhos, como a Pietá, conservada atualmente na basílica de São Pedro, em Roma.

Referências Bibliográficas
PROENÇA, Graça. Descobrindo a História da Arte. 1.ed., São Paulo: Ática, 2008. p.64 a 72.



Sugestões:

Filippo Brunelleschi: http://pt.wikipedia.org/wiki/Brunelleschi
Obras: http://www.wga.hu/index1.html
Igreja de Santa Maria Del Fiore: http://pt.wikipedia.org/wiki/Santa_Maria_del_Fiore


PIERO DELLA FRACESCA: http://pt.wikipedia.org/wiki/Piero_della_Francesca
Obras: http://www.wga.hu/index1.html

BOTTICELLI: http://pt.wikipedia.org/wiki/Sandro_Botticelli
Obras: http://www.wga.hu/index1.html
LEONARDO DA VINCI: http://pt.wikipedia.org/wiki/Leonardo_da_Vinci
Obras: http://www.wga.hu/index1.html


MICHELANGELO BUONARROTI: http://pt.wikipedia.org/wiki/Michelangelo
Obras: http://www.wga.hu/index1.html


RAFAEL SANZIO: http://pt.wikipedia.org/wiki/Rafael_Sanzio
Obras: Procurar como -> RAFFAELLO Sanzio em http://www.wga.hu/index1.html


ANDREA DEL VERROCCHIO: http://pt.wikipedia.org/wiki/Andrea_del_Verrocchio
Obras: http://www.wga.hu/index1.html